Pesquisar este blog
quinta-feira, 11 de junho de 2026
MAIS QUE COPA DO MUNDO - GUERRAS E CONFLITOS DA GEOPOLÍTICA SEMPRE TABELARAM COM A COPA DO MUNDO
domingo, 7 de junho de 2026
Uma explicação aos meus coestadanos - A COTINIERE E EU
Por Olímpio Ribeiro Fialho.
| Imagem meramente ilustrativa |
Uma explicação aos meus coestadanos - A COTINIERE E EU
Com a modestia de uma vida de trabalho, ordem e honestidade que tem
merecido respeitoso acatamento de quantos homens de bem se me tem aproximado,
Cotonière Brasil Limitada foi encontrar-me na minha Barra do Corda,
aproveitando-me nos meus serviços de expansão commercial naquela região do
Mearim.
Em julho do ano próximo passado, confiara-me com uma remuneração
inicial de 1:000$000para o período de de 15 de Julho a 31 de Agosto daquele
anno e 600$000 mensaes de então por diante, os estudos preliminares dependentes
de sua aprovação, da execução de um plano de estradas, para peões e tropas em
sentido convergente, aos centros de producção da zona do Japão – margem direita
do Mearim – oito léguas acima de Pedreiras – hoje ponto commercial
importantíssimo onde viera ser localizada a mais movimentada das filiaes da
firma naquela região – serviço esse em que eu deveria receber sugestões e
numerários do gerente de S. Raymundo, Osvaldo Teixeira Mendes.
A 21 de Julho já referido, tive expediente da importante casa franceza
para atacar aquelles serviços assegurando-me o Sr. P. Jordain que no curso dos
mesmos, melhorariam a minha remuneração assas minguada, que comprehendia
funcção technica e administrativa, pois todo o serviço era estudado, dirigido e
fiscalisado por mim.
Das instrucções transmitidas ao gerente de S. Raymundo, a quem me
apresentei 5 dias depois, resultou o plano em que em 21 de Setembro immediato
já lhe era por mim apresentado, inclusive a demarcação de um terreno com a área
de 1 quilometro quadrado em utensílios, reclamada por aquelle gerente.
Os estudos preliminares comprehenderam o reconhecimento de toda a
região que podia interessar ao futuro ponto comercial de Marianopolis, cuja
aquisição ficara como que dependendo da praticabilidade daquelle systema de
communicação e transporte, com o aproveitamento do respectivo porto de
embarque. Esse serviços preliminares, foram em detalhe, os caminhamentos de S.
Raymundo, pela margem direita do Mearim a Marianopolis, com referencia aos
núcleos intermediários (S. Felix, Pau D’Arco, Maribondo, S. Miguel, Sapucaia,
Mocegos, Pacas, Guariba) – Marianopolis á região das mattas do Japão, a
Curador, n’uma oercorrida de 66 Kilometros, com referencia a numerosos núcleos
de população agrícola (Mandacaru, Itaipoca, Latada, Lago do Coco, Capim,
Siunauma, Couro D’Anta, Lagoa Queimada, Genipapo, S. Joé dos Basilios, Santa
Luzia, Centro do Cypriano, Tambory, Fazenda Nova, Coco do Manoel, Estevam,
Lustrão, Sapucais (próximo a Curador), Fortaleza, Curador, Matta Velha, Pedro
II, Tum-Tum, Arroz, São Paulo, Mucunã) com “croquis” das configurações de
trechos, inclusive rio e levantamentos parciaes que orientaram e mereceram
aproveitamento na execução das obras ahi projectadas, com a despeza geral
(pessoal e material) de rs. 3.463.300 – importância essa comprehensiva do meu
ordenado, no total de rs. 1:420.000. Verifica-se que o custo de todos os
estudos e trabalhos de campo, inclusive o da demarcação de utensílios, com o
respectivo mappa topographico realizado em 51 dias, é simplesmente de Rs.
....... 2:076.300.
As distancias vencidas por mim, acompanhado de um homem, á diária de
1.500, ora a pé, ora montado, cerca de 600 Kilomentros, sendo distancias de ida
e volta aos pontos de referencia 255 kls, 800 ao que se devem tomar addicionar
as distancias, de volta aos pontos de partida, desvios e retificações
approximadamente de 350 Kilomentros. Dessa despeza a parcella de 813$800
corresponde a viveres, utensílios, ferramentas, de 30 de Julho a 18 de
Setembro, tendo a demarcação occupado 14 homens que prestaram 113 dias de
serviço ao preço de 3$000 e alimentação.
Approvado o plano de despezas desse relactorio-projecto bem assim o da
demarcação, cujas referencias especiaes constam do relactorio de 15 de Outubro
dirigido àquelle gerente, passei a phase executora.
A 28 DE Setembro, quando dei por terminado o resto de serviço que
consistia na colheita de dados para o respectivo esboço topographico enoctei,
com a turma que serviu na demarcação, a restauração da antiga e abandonada
estrada que, naquella região, desce de Barra do Corda, no trecho comprehendido
entre Bom Logar e Marianopolis. O trecho Utensilios a Marianopolis – 11, kls.
260 foi beneficiado por 29 trabalhadores em 109 dias-operarios. O de Utensilios
a Bom Logar (rio acima) mede 3kls.260 e foi beneficiado por empreita a razão de
35$060 o Kilomentro.
Nesse trecho e no outro até Marinopolis encontra-se Bom Logar, Frito,
Utensilios, Cazuza, Lambedouro, Beira do Flores e Mandacaru. De Bom Logar a
Marianopolis o total de estrada beneficiada, mede 14kls.460 inclusive a parte
que liga a velha estrada ao ponto fronteiro do porto de Utensilios. O serviço
entre esses dois logares conclui-se a 18 de Outubro, ficando a estrada
convenientemente alargada, levantada e medida.
A 19 de Outubro dei começo ao levantamento e medição da estrada que
divergindo se em Mandacarú, da velha estrada que desce de Barra do Corda a
Pedreiras, se dirige ao Japão, passando por S. José dos Basílios e Curador.
Levei o serviço de, edição e levantamento até S. José do Basilios, a 28
kls.500 de Marinopolis, tendo chegado a este povoado, a 6 de Novembro. Nos dias
3, 4 e 5 estive ausente por determinação da firma, para tratar de interesses
relativos ao serviço, em Pedro II, sem, todavia, suspender o serviço. Por esse
tempo concluía-se o alargamento do trecho Mandacarú a Itaipoca, com extensão de
dois Kilomentros empreitados a 40$000, cada.
A 8 organisei uma turma de 30 trabalhadores com a daria de 5$000 á
custa dos mesmos e dei começo ao serviço de restauração da estrada que, de S.
José dos Basilios parte para Tum-Tum. Era cabo dessa turma, Antonio Barroso
Soares com o jornal de 8$000.
A 16, organisei outra turma nas mesmas condições, composta de 12 homens
aplicada no mesmo trecho, partindo de Tum-Tum ao encontro da primeira. Era cabo
da turma, João Francisco Nougueira.
A 14 de Dexembro, organisei a terceira turma de 22 operarios, confiada ao
cabo João Francisco da Costa, também em idênticas condições e que se
ocupou do trecho de Tum-tum de cima a Tum-Tum de baixo.
Conclui-se a 26 de Dezembro o serviço da estrada de S. José do Basilios
a Tum-Tum, com o numero de 1506 dias trabalho e a despeza de rs. 7:706$400.
Ao mesmo tempo que se realizava o serviço acima, idêntico trabalho se
fazia na estrada S. José do Basilios a Marianopolis: a seção de 5$000 acima e
abaixo de Lagoa Queimada fora atacada por empreita á razão de 400$000 o
kilometro, e o trecho de S. José, na direcção do Genipapo era trabalhado por
uma turma que manteve a media de dez homens em serviço, ainda a 5$000 diarios,
realizando-o com 130 dias-operarios.
Essa turma, era chefiada pelo empregado auxiliar Pedro Maranhão,
encontrou-se com o serviço de empreita, tendo feito ainda a 4 kls. 160 de
carreto beneficiamento.
Por “memorandum” de 10 de Dezembro fui chamado para entender-me, em
Marianopolis, com o Sr, Camillo Thiriot, que me pediu informações sobre
o serviço e a quem igualmente prestei contas, em presença do gerente Oswaldo
Teixeira Mendes, das despezas até então realizadas.
Em seguida acompanhei-o n’uma viagem de observação, de Marianopolies a
Anjelim, de onde atravessamos a matta entre o Mearim e o Flores, até Tum-Tum.
Consta, tudo isso, no relatório de 21 de Dezembro entregue pessoalmente ao
mesmo, que não opôz restricções. Só uma semana depois, concluiu-se a estrada S.
José do Basilios a Tum-Tum, que montou á cifra já referida.
Até então as despesas geraes, desde a prestação de contas de 21 de
Setembro a 21 de Dezembro, foram de rs. 11:771$900, que reunidas ao saldo de
290$000, então apresentado, fazem rs. 12:062$100, correspondentes ao total das
quantias diversas que, naquelle período, me foram fornecidas pelas filiaes da
firma.
Resumo das despesas da
Cosinha .......................... 1:059$600
Utensílios........................
49$800
Ferramentas....................
878$500
Salarios de jornaleiros......5.769$400
Empreitas---------------------
180$000
Desp. Diversas.................
130$500
Salarios de mensalistas.... 3.712$100
Rs. ................................. 11:771$900
Os serviços ocorridos de 21 de Dezembro a 8 de Janeiro foram: o resto
do renovamento da estrada S. José dos Basilios a Tum-Tum, cujo o pagammento
deveria constar, como constou no
relatório, ou, antes, da prestação de contas firmada a 16 de Fevereiro de 1937,
e mais a que se efectou de 27 de Dezembro a 8 de Janeiro, com relação a estrada
de S. José dos Basilioa a Curador, cuja a remuneração até hoje não foi feita,
por se ter a firma, recusado, sem razões plausíveis, ao pagamento do pobres
laboriosos jornaleiros que tanto se esforçaram para tanto bem cumprir o seu
dever.
Esse trecho de estrada não foi medido mas o avalio em 15 kilometros e
realizou-se em 11 dias.
De 21 de Dezembro a 16 de Fevereiro, as despesas ocorridas foram:
Da cosinha........................,,155$200
Salarios de jornaleiros .....4.027$900
Pequena empreita --------------- 41$500
Telegramas............................18$500
Cabo de ferramenta............... 14$500
Pequenas despezas................10$600
Relativas a trnsportes......... 232$200
Fornecimento a mensalista..889$700
Rs.
..................................5:390$100
Essa quantia comprehende, as que, em diversas datas, nesse período, me
foram fornecidas pelas filiaes.
As contas que se não solveram, por manifesta má vontade de Coton, foram
as que se refere ao saldo dos mensalistas, 1:380$950; fornecimento de viveres e
ferramenta 51$700; aluguel de uma burra por dois meses 200$000, importância de
uma facrura de gêneros fornecida pela filial de Marianopolis 323$200 salario de
jornaleiros em numero aproximado de cem (cem), a 5$000 em 11 dias 5:500$000.
Estão ahi, os 7:455$850 quantia que é o debito da Cotonnière Brasil
Limitada, a grande casa franceza que, meus coestadanos, que me apresentar como
um desonesto qualquer, a quem se julga com o direito de avaliar e prejudicar,
ficando-se, ademais, com as fofas de grande Victoria sobre os pobres que
commigo derramaram o seu suor naquelles duros serviços de cammpo, sob o sol e
tantas vezes fustigados pela horrível falta dagua.
Não ha de ficar assem.
OLÍMPIO FIALHO
4-5-937.
_______
Fonte: O Imparcial (MA) - 1926 a 1946 - Ano 1937\Edição 05574 (1) –quarta-feira, 13/05/1937.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Olímpio Ribeiro Fialho: o homem que ajudou a desenhar o Maranhão
![]() |
| Olímpio Ribeiro Fialho |
A história da Geografia maranhense possui diversos nomes de destaque, mas poucos alcançaram a dimensão intelectual e o legado deixados por Olímpio Ribeiro Fialho. Reconhecido por estudiosos como um dos maiores geógrafos do Maranhão, ele foi muito mais que um pesquisador: foi engenheiro, agrimensor, administrador público, explorador do território e um dos principais responsáveis pelo conhecimento e pela organização espacial do estado ao longo do século XX.
Nascido em Barra do Corda, em 24 de agosto de 1889, Olímpio Ribeiro Fialho era filho de Fortunato Ribeiro Fialho, primeiro intendente municipal, cargo equivalente ao de prefeito, daquele município. Desde cedo, desenvolveu profundo interesse pelas paisagens, pelos rios, pelas serras e pela ocupação humana do Maranhão, interesses que mais tarde se converteriam em uma das mais notáveis trajetórias intelectuais do estado.
Sua formação técnica permitiu-lhe atuar como engenheiro de estradas e agrimensor em uma época em que grande parte do território maranhense permanecia pouco conhecida e de difícil acesso. Participou da abertura de estradas (inclusive para Tuntum-MA), construção de pontes e realização de levantamentos topográficos fundamentais para a integração de regiões isoladas. Essas atividades o levaram a percorrer praticamente todas as regiões do Maranhão, experiência que se transformaria em valiosa fonte de conhecimento geográfico, histórico e arqueológico.
O ponto alto de sua carreira administrativa ocorreu quando assumiu a direção do Departamento de Terras, Geografia e Colonização do Maranhão. À frente desse importante órgão estadual, realizou extensos trabalhos de reconhecimento territorial, medições de terras, estudos cartográficos e levantamentos geográficos que contribuíram para o planejamento e a ocupação do espaço maranhense.
Seu conhecimento do território era tão profundo que participou ativamente da análise, orientação e correção dos limites administrativos dos municípios maranhenses. Em uma época marcada por imprecisões cartográficas e indefinições territoriais, seus estudos forneceram bases técnicas para a organização político-administrativa do estado, ajudando a definir fronteiras municipais e a reduzir conflitos de jurisdição. Por essa razão, pode-se afirmar que Olímpio Ribeiro Fialho foi um dos principais arquitetos da divisão territorial moderna do Maranhão.
Paralelamente ao trabalho técnico e administrativo, desenvolveu intensa atividade científica. Suas constantes viagens pelo interior permitiram-lhe registrar aspectos do relevo, da hidrografia, da geologia e dos ecossistemas maranhenses, produzindo estudos pioneiros sobre a geografia física do estado. Muitos desses trabalhos serviram de referência para pesquisadores das gerações seguintes.
Entre suas obras mais importantes destaca-se o estudo A Casa de Pedra, publicado em 1956 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Nesse trabalho, descreveu e analisou um dos mais importantes sítios arqueológicos do estado, registrando inscrições rupestres e vestígios de antigas ocupações humanas. A pesquisa é considerada uma das primeiras contribuições sistemáticas para a arqueologia maranhense.
Também realizou levantamentos sobre cavernas, formações rochosas e ocorrências geológicas existentes em diversas regiões do Maranhão. Seu pioneirismo foi reconhecido posteriormente quando pesquisadores atribuíram seu nome à Caverna Olímpio Fialho, homenagem à sua contribuição para o conhecimento do patrimônio natural maranhense.
Sua produção intelectual estendeu-se a numerosos artigos, relatórios técnicos e comunicações científicas publicados pelo Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, instituição da qual foi membro destacado. Nesses trabalhos abordou temas relacionados à geografia regional, à ocupação territorial, à arqueologia, à história local e aos recursos naturais maranhenses.
O reconhecimento de sua importância levou-o a ocupar posição de destaque no meio intelectual do estado. Foi o primeiro ocupante da Cadeira nº 30 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, cujo patrono é o engenheiro Justo Jansen Ferreira. Posteriormente, sua própria trajetória tornou-se referência para novas gerações de estudiosos, sendo escolhido patrono da Cadeira nº 59 da mesma instituição.
Sua vida pública também incluiu serviços prestados à administração da justiça. Em 1937, foi nomeado suplente de juiz em Barra do Corda para o biênio 1937-1938. Contudo, foi no campo da ciência, da engenharia e da geografia que construiu sua contribuição mais duradoura.
Em 8 de março de 1944, sofreu um grave acidente automobilístico quando se encontrava em serviço como engenheiro de campo. No veículo viajavam seus filhos Polo e Orfal, além de outros companheiros de trabalho. A tragédia resultou na morte de Orfal, então com apenas 17 anos, episódio que marcou profundamente sua vida familiar.
Casado com Anísia Lima Fialho, Olímpio viveu até os 89 anos, falecendo em São Luís, em 23 de junho de 1979. Deixou uma obra construída não apenas em livros, relatórios e pesquisas, mas também nas estradas abertas, nos mapas elaborados, nos limites municipais definidos e no conhecimento produzido sobre o território maranhense.
Mais do que um geógrafo, Olímpio Ribeiro Fialho foi um verdadeiro intérprete do Maranhão. Como engenheiro, ajudou a integrar o estado; como agrimensor, mediu e registrou suas terras; como gestor público, contribuiu para organizar sua divisão territorial; e, como pesquisador, revelou aspectos fundamentais de sua geografia, arqueologia e história.
Seu legado permanece vivo na cartografia, na memória institucional e nos estudos sobre o Maranhão. Poucos homens conheceram tão profundamente o território maranhense e poucos contribuíram tanto para que ele fosse compreendido, organizado e valorizado. Por isso, Olímpio Ribeiro Fialho ocupa lugar de destaque entre os grandes construtores da identidade geográfica e histórica do Maranhão.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
CONTONIÈRE BRÉZIL
| Paul Jotdain, Marçom e empresário frances que foi gerente da Cotonière Brésil Ltda., no Maranhão |
| João Francisco Batalha |
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Entre as Serras da Fazenda Santa Clara e os Valores do Tiradentes XI, Brilha Kesia Vilarinho
| Em pé: os proprietários da Fazenda Santa Clara, Remy da Mata e Adélia Araújo. Sentados: Capitão Rurik, Kesia Vilarindo, Profª Gilvana e a sd. Marcelina. |
III PARTE – O ALGODÃO NO MARANHÃO
Por Moema de Castro Alvim*
segunda-feira, 1 de junho de 2026
II PARTE: O ALGODÃO NO MARANHÃO
Por Moema de Castro Alvim*
| Antiga fábrica de beneciamento de algodão em São Luís-MA, no início do século XX. |
PRINCIPAIS FÁBRICAS TÊXTEIS INSTALADAS NO MARANHÃO
EM SÃO LUIS O primeiro projeto para a criação de uma instituição onde se ensinasse as técnicas de cultivo, manejo, transporte e avaliação do produto, assim como seu uso na fabricação de tecidos e extração do óleo das sementes por máquinas movidas a vapor, data de 1873, com a fundação da Casa dos Educandos, por vários motivos, não deslanchou.- 1891 – Companhia de Fiação e Tecidos Cânhamo, com capital de 900 contos, operando 105 teares, com o objetivo de fabricar tecidos de juta, também chamado estopa ou aniagem, para ensacar produtos.
- 1892 – Companhia Progresso do Maranhão, com 160 operários manipulando 150 teares, para produção de panos de algodão.
- Companhia Fabril Maranhense – Santa Isabel. Capital inicial 1.700 contos, 600 operários para trabalhar em 450 teares, produzindo riscados e domésticos de algodão.
- 1893 - Companhia de Fiação e Tecidos Rio Anil. Capital inicial de 1.600 contos, 172 teares, 60 máquinas de fiação e 18 de branqueamento, produzindo morins e madapolões, com 209 operários.
- 1893 – Fábrica de Tecidos de Malhas Ewerton, com 30 operários produzindo meias e tecidos para camisas.
- 1894 – Companhia Industrial Maranhense, com capital inicial de 250 contos, com 50 operários. Destinada à manufatura de fio, punho de rede e rede de pesca.
- 1895 - Companhia de Lanifícios Maranhenses com capital de 600 contos, 22 teares e outros equipamentos com 50 operários para fazer todos os produtos de lã e seda. Fundada desde 1892, mas suas atividades só começaram três anos depois, produzindo riscados e brins. Mais tarde foi arrematada pelo industrial maranhense Cândido Ribeiro que nomeou a rua onde foi construída a fábrica.
EM CODÓ
1892 - Companhia Manufatureira e Agrícola de Codó. Capital de 1000 contos, fazendas, com 250 operários, produzindo fios, punhos e redes de pesca.
EM CAXIAS
1883 – Companhia Industrial Caxiense foi a 1ª a ser instalada no Maranhão. Era uma indústria de fiação e tecelagem.1889 – União Caxiense.1891 – Fábrica Sanharó.1892 – Companhia Manufatora de Caxias.
RESUMINDO: respaldada em dados de Fran Paxeco in Geografia do Maranhão, 1923 e repassados pela Prof. Lílian Leda:A primeira fábrica no Maranhão foi a Companhia de Fiação e Tecidos Maranhenses de João Antônio Coqueiro. Mais tarde, em 1883 foi criada a Indústria Caxiense. Em São Luis, organizou-se a Camboa (companhia de Fiação e Tecidos Maranhense). Em 1890 inaugurou-se a Fabril que reuniu as Fábricas de São Joaquim e Santa Isabel. Em 1891, foi instalada a Cânhamo que trabalhava com a juta. Em 1893, a Companhia de Fiação e Tecidos Rio Anil, que fabricava morins.Nesse mesmo ano estabeleceram-se, em Caxias, a Sanharó e a Companhia Manufatureira Caxiense.As Fábricas São Luis de Fiação Santa Amélia que fabricavam brins e riscados, pertenceram a Cândido Ribeiro & Cia e iniciaram suas atividades entre 1894 e 1895.Em Codó foi instalada a Manufatureira Agrícola, completando o Parque Têxtil.
- Companhia de Tecidos Maranhenses – 1888-89, localizava-se na Camboa. Faliu em 1894.- Companhia de Fiação e Tecidos de São Luis – 1894. Localizava-se na rua São Pantaleão, ao lado da Cânhamo.- Companhia Lanifícios Maranhenses – Rua as Crioulas. Mais tarde passou a chamar-se Santa Amélia, integrando o Grupo Cotonífico Cândido Ribeiro. Faliu em 1969.- Companhia Progresso Maranhense – 1892. Localizava-se no prédio onde até bem pouco tempo funcionava o SIOGE. Teve vida efêmera,- Companhia Manufatureira e Agrícola de Codó – 1893.- Companhia Fabril Maranhense – 1893 – Rua Senador José Pedro, no local onde funciona um depósito da Lusitana, perto do edifício do Ministério da Fazenda.- Companhia de Fiação Rio Anil – 1893. Localizava-se no Anil onde atualmente funciona o CINTRA. Faliu em 1969.- Companhia de Fiação e Tecidos Cânhamo - 1891. Rua São Pantaleão atual CEPRAMA. Faliu em 1969.- Companhia Industrial Caxiense – 1880.- Companhia de Fiação e Tecidos – 1889. Era instalada à Avenida Pedro II.- Companhia de Fiação e Tecidos. 1889 – Caxias, Faliu em 1950.- Sanharó – Trizidela, Caxias.- Companhia industrial Maranhense – 1894. Rua dos Prazeres.- Fábrica de Tecidos e Malhas Ewerton – 1892. Rua de Santana.- Fábrica São Thiago. Antigo prédio da CINORTE.- Cotonière Brasil Ltda. Década de 1930.
Este tema terá continuidade, numa III Parte para abranger as atividades fabris do século XX._______________________Farmacêutica, Mestra em Parasitologia, com especialização em Entomologia, Malacologia e Análises Clínicas. Acadêmica, fundadora da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciêmcias-APLAC. Falecida em 2014, a admirável intelectual era proprietária da renomada livraria Papiros do Egito, lcalizada no Centro Histórico em São Luís-MA.
- 1891 – Companhia de Fiação e Tecidos Cânhamo, com capital de 900 contos, operando 105 teares, com o objetivo de fabricar tecidos de juta, também chamado estopa ou aniagem, para ensacar produtos.
- 1892 – Companhia Progresso do Maranhão, com 160 operários manipulando 150 teares, para produção de panos de algodão.
- Companhia Fabril Maranhense – Santa Isabel. Capital inicial 1.700 contos, 600 operários para trabalhar em 450 teares, produzindo riscados e domésticos de algodão.
- 1893 - Companhia de Fiação e Tecidos Rio Anil. Capital inicial de 1.600 contos, 172 teares, 60 máquinas de fiação e 18 de branqueamento, produzindo morins e madapolões, com 209 operários.
- 1893 – Fábrica de Tecidos de Malhas Ewerton, com 30 operários produzindo meias e tecidos para camisas.
- 1894 – Companhia Industrial Maranhense, com capital inicial de 250 contos, com 50 operários. Destinada à manufatura de fio, punho de rede e rede de pesca.
- 1895 - Companhia de Lanifícios Maranhenses com capital de 600 contos, 22 teares e outros equipamentos com 50 operários para fazer todos os produtos de lã e seda. Fundada desde 1892, mas suas atividades só começaram três anos depois, produzindo riscados e brins. Mais tarde foi arrematada pelo industrial maranhense Cândido Ribeiro que nomeou a rua onde foi construída a fábrica.
