| Antônio Gonçalves Dias |
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
GONÇALVES DIAS: 203 ANOS DE UMA VOZ QUE NASCEU EM CAXIAS
GONÇALVES DIAS — 203 ANOS DE POESIA, MEMÓRIA E IDENTIDADE MARANHENSE
terça-feira, 4 de agosto de 2026
II FÓRUM DE MEIO AMBIENTE - TUNTUM 2026
O Fórum do Meio Ambiente de Tuntum é um importante espaço de diálogo, participação e construção coletiva em torno das questões ambientais do nosso município.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
ASTOLFO SEABRA DE CARVALHO E O RETRATO DAS CARÊNCIAS DE TUNTUM EM 1960
Por Jean Carlos Gonçalves
| Astolfo Seabra de Carvalho, primeiro presidente da Câmara Municipal de Tuntum-MA. Eleito em 1958. |
"CÂMARA MUNICIPAL DE TUNTUM
ESTADO DO MARANHÃO
MENSAGEM
Câmara municipal de Tuntum, do Maranhão, na pessoa
de seu presidente, abaixo assinado, tem a súbita honra de registrar a passagem
do jorna lista José Linhares, pelo Distrito de Santa Filomena, dêste Município.
É a primeira vez que Santa Filoimena tem a satisfação de hospedar um
profissional de imprensa e o faz na pessoa dêste arrojado municipalista, jóvcm
incansável pelo ideal progressista e renovador, que faz dos municípios
brasileiros o seu próprio lar.
José
Linhares, dinâmico diretor ele o jornal "O Governo", "Jornal que
divulga o que sabe, porque sabe o que divulga", ora percorre os municípios
maranhenses e, como um bom médico a esculta detalhadamente o seu cliente - no
caso, as autoridades municipais e o seu povo em geral, se informando de suas
necessidades, servindo, ao mesmo tempo de nossos· intérpretes, junto aos
poderes Federal e Estadual, através das colunas elo seu vibrante jornal.
Com sua permanência entre nós, pôde constatar o
nosso sofrimento ante a necessidade reinante em nosso município, de várias realizações,
o que me leva, aproveitando a oportunidade que me é dada, através das coluna de
"0 Govêrno" apelar, em meu nome e de meus pares ao governos Federal e
Estadual no sentido de ser criada no município uma agência postal telegráfica,
pequeno ramais piçarrados que ligue os povoados e distritos à Estrada de São
Luís a Brasília; um pôsto-médico para prestar assistência à população do
município que vive ao desamparo; criar uma verba para construções de pequenos
açudes nas zonas mais necessárias bem como os povoados de S . Pedro, Marajá,
Maribondo e Rosendo, além de auxílio para a conclusão elo açude de Santa
Filomena, que já está com sua construção bem avançada. Também há necessidade da
criação de Grupos Rurais nos povoados importantes como Nazaré, Belém, S. Miguel,
S. Lourenço, Veneza e S. Bento.
Na certeza de que o bravo jornalista diretor de
"0 Govêrno" transmitirá o apêlo ora feito, aproveito a oportunidade
para, em meu nome e no ele meus pares, desejar-lhe o mais completo êxito na sua
cruzada, municipalista.
Santa Filomena, Distrito do Município de Tuntum, 11
de janeiro de 1960 .
ASTOLFO
SEABRA DE CARVALHO
Presidente da Câmara Municipal de Tuntum."
(Jornal O GOVERNO, publicação de 04 de julho de 1960, p 10. Entrevista concedida em 11 de janeiro do mesmo ano)
Uma breve análise do
documento histórico
O documento, datado de 11 de janeiro de 1960,
constitui uma importante fonte histórica para compreender a realidade
socioeconômica e política do município de Tuntum no início da década de 1960.
Redigido pelo presidente da Câmara Municipal, Astolfo Seabra de Carvalho, o
texto revela as principais carências enfrentadas pela população local e a forma
como os líderes municipais buscavam apoio dos governos estadual e federal para
promover o desenvolvimento da região.
A mensagem foi escrita por ocasião da visita do
jornalista José Linhares ao distrito de Santa Filomena. O tom elogioso
empregado pelo presidente da Câmara demonstra a importância atribuída à
imprensa como meio de dar visibilidade aos problemas dos municípios do
interior.
O jornalista é apresentado como um
"municipalista", isto é, alguém comprometido com a defesa dos
interesses dos municípios brasileiros. Sua atuação é comparada à de um médico
que examina cuidadosamente seus pacientes, ouvindo autoridades e moradores para
identificar suas necessidades. Essa metáfora evidencia a expectativa de que a
imprensa pudesse servir de ponte entre as comunidades interioranas e os centros
de decisão política.
O documento oferece um diagnóstico bastante claro
das dificuldades enfrentadas pelo município. Entre as reivindicações
apresentadas destacam-se:
Instalação
de uma agência postal e telegráfica;
Construção
de estradas piçarradas ligando povoados e distritos à rodovia São
Luís–Brasília;
Criação
de um posto médico;
Construção
de pequenos açudes para abastecimento de água;
Conclusão
do açude de Santa Filomena;
Implantação
de escolas rurais (Grupos Rurais) em diversos povoados.
Essas solicitações revelam um município ainda
marcado por grandes limitações em infraestrutura, comunicação, saúde, educação
e abastecimento hídrico. O texto demonstra que muitos serviços considerados
básicos atualmente ainda eram escassos ou inexistentes em grande parte do
território tuntuense.
A insistência na construção de açudes indica que o
acesso à água era uma preocupação central da população. O Maranhão central,
especialmente em áreas sujeitas a períodos de estiagem, dependia dessas obras
para garantir o abastecimento humano e a produção agropecuária.
A referência ao açude de Santa Filomena, já em
fase avançada de construção, sugere que a comunidade via nessa obra uma
esperança concreta de melhoria das condições de vida locais.
Outro aspecto relevante é a solicitação de Grupos
Rurais em povoados importantes do município. A demanda demonstra a expansão
populacional dessas localidades e a crescente necessidade de escolarização das
crianças.
A educação aparece como elemento fundamental para
o progresso social, revelando que as lideranças locais compreendiam a escola
como instrumento de desenvolvimento e integração das comunidades rurais.
O documento também evidencia a forte dependência
financeira e administrativa dos municípios brasileiros em relação aos governos
estadual e federal. A Câmara Municipal não apresenta soluções próprias para os
problemas apontados, mas dirige um apelo às esferas superiores de governo.
Isso reflete a limitada capacidade de investimento
dos municípios do interior na época, que dependiam de recursos externos para
realizar obras e implantar serviços públicos.
Diante
do exposto podemos concluir que a mensagem da Câmara Municipal de Tuntum,
assinada pelo então presidente Astolfo Seabra de Carvalho, constitui um valioso
testemunho histórico sobre as condições do município em 1960. O texto revela
uma sociedade em processo de desenvolvimento, marcada por carências
estruturais, mas também por expectativas de progresso. Ao registrar as demandas
por estradas, saúde, educação, comunicação e abastecimento de água, o documento
permite compreender os desafios enfrentados pelas comunidades rurais tuntuenses
e o papel desempenhado pela imprensa e pelas lideranças locais na busca por
melhorias. Mais do que um simples pedido de auxílio, a mensagem representa um
retrato das prioridades e aspirações do jovem município de Tuntum em um período
de transformação e modernização do interior brasileiro, especialmente, com a
Construção de Brasília.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
O Alicerce Intelectual: O Magistério que Construiu Tuntum
Por Remy da Mata*
| Remy da Mata |
quinta-feira, 18 de junho de 2026
DESCRIÇÃO E SIMBOLOGIA DO BRASÃO DA ATLEA
Por Jean Carlos Gonçalves
- Conhecimento e inteligência;
- Verdade e justiça;
- Serenidade e equilíbrio;
- Educação e desenvolvimento humano.
- Pureza de propósitos;
- Ética e integridade;
- Paz e harmonia;
- Universalidade do conhecimento.
- As raízes históricas de Tuntum;
- A terra que sustenta sua população;
- A ligação com o território e suas tradições;
- A memória dos pioneiros que construíram a identidade local.
- O conhecimento acessível a todos;
- A educação como instrumento de transformação social;
- A pesquisa, a leitura e o ensino;
- A transmissão do saber entre gerações.
- A literatura e a criação intelectual;
- A escrita como instrumento de preservação da memória;
- A pesquisa histórica e científica;
- O compromisso dos acadêmicos com a palavra escrita.
- A identidade territorial;
- A valorização da história local;
- O compromisso com a memória coletiva do povo tuntuense;
- O reconhecimento do município como espaço de produção cultural e educacional.
- Letras;
- Educação;
- Artes.
- A multiplicidade dos saberes;
- A integração entre diferentes áreas do conhecimento;
- A construção coletiva da cultura;
- A expansão contínua da educação e das artes.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Morre aos 87 anos o historiador italiano Carlo Ginzburg
domingo, 14 de junho de 2026
Jornal do Maranhão : Semanario de Orientação Catolica - Jornal a serviço da Familia e do Povo (MA) - 1954 a 1971
Até breve!
quinta-feira, 11 de junho de 2026
30 anos do adeus do poeta e escritor Olímpio Cruz (1909-1996)
MAIS QUE COPA DO MUNDO - GUERRAS E CONFLITOS DA GEOPOLÍTICA SEMPRE TABELARAM COM A COPA DO MUNDO
domingo, 7 de junho de 2026
Uma explicação aos meus coestadanos - A COTINIERE E EU
Por Olímpio Ribeiro Fialho.
| Imagem meramente ilustrativa |
Uma explicação aos meus coestadanos - A COTINIERE E EU
Com a modestia de uma vida de trabalho, ordem e honestidade que tem
merecido respeitoso acatamento de quantos homens de bem se me tem aproximado,
Cotonière Brasil Limitada foi encontrar-me na minha Barra do Corda,
aproveitando-me nos meus serviços de expansão commercial naquela região do
Mearim.
Em julho do ano próximo passado, confiara-me com uma remuneração
inicial de 1:000$000para o período de de 15 de Julho a 31 de Agosto daquele
anno e 600$000 mensaes de então por diante, os estudos preliminares dependentes
de sua aprovação, da execução de um plano de estradas, para peões e tropas em
sentido convergente, aos centros de producção da zona do Japão – margem direita
do Mearim – oito léguas acima de Pedreiras – hoje ponto commercial
importantíssimo onde viera ser localizada a mais movimentada das filiaes da
firma naquela região – serviço esse em que eu deveria receber sugestões e
numerários do gerente de S. Raymundo, Osvaldo Teixeira Mendes.
A 21 de Julho já referido, tive expediente da importante casa franceza
para atacar aquelles serviços assegurando-me o Sr. P. Jordain que no curso dos
mesmos, melhorariam a minha remuneração assas minguada, que comprehendia
funcção technica e administrativa, pois todo o serviço era estudado, dirigido e
fiscalisado por mim.
Das instrucções transmitidas ao gerente de S. Raymundo, a quem me
apresentei 5 dias depois, resultou o plano em que em 21 de Setembro immediato
já lhe era por mim apresentado, inclusive a demarcação de um terreno com a área
de 1 quilometro quadrado em utensílios, reclamada por aquelle gerente.
Os estudos preliminares comprehenderam o reconhecimento de toda a
região que podia interessar ao futuro ponto comercial de Marianopolis, cuja
aquisição ficara como que dependendo da praticabilidade daquelle systema de
communicação e transporte, com o aproveitamento do respectivo porto de
embarque. Esse serviços preliminares, foram em detalhe, os caminhamentos de S.
Raymundo, pela margem direita do Mearim a Marianopolis, com referencia aos
núcleos intermediários (S. Felix, Pau D’Arco, Maribondo, S. Miguel, Sapucaia,
Mocegos, Pacas, Guariba) – Marianopolis á região das mattas do Japão, a
Curador, n’uma oercorrida de 66 Kilometros, com referencia a numerosos núcleos
de população agrícola (Mandacaru, Itaipoca, Latada, Lago do Coco, Capim,
Siunauma, Couro D’Anta, Lagoa Queimada, Genipapo, S. Joé dos Basilios, Santa
Luzia, Centro do Cypriano, Tambory, Fazenda Nova, Coco do Manoel, Estevam,
Lustrão, Sapucais (próximo a Curador), Fortaleza, Curador, Matta Velha, Pedro
II, Tum-Tum, Arroz, São Paulo, Mucunã) com “croquis” das configurações de
trechos, inclusive rio e levantamentos parciaes que orientaram e mereceram
aproveitamento na execução das obras ahi projectadas, com a despeza geral
(pessoal e material) de rs. 3.463.300 – importância essa comprehensiva do meu
ordenado, no total de rs. 1:420.000. Verifica-se que o custo de todos os
estudos e trabalhos de campo, inclusive o da demarcação de utensílios, com o
respectivo mappa topographico realizado em 51 dias, é simplesmente de Rs.
....... 2:076.300.
As distancias vencidas por mim, acompanhado de um homem, á diária de
1.500, ora a pé, ora montado, cerca de 600 Kilomentros, sendo distancias de ida
e volta aos pontos de referencia 255 kls, 800 ao que se devem tomar addicionar
as distancias, de volta aos pontos de partida, desvios e retificações
approximadamente de 350 Kilomentros. Dessa despeza a parcella de 813$800
corresponde a viveres, utensílios, ferramentas, de 30 de Julho a 18 de
Setembro, tendo a demarcação occupado 14 homens que prestaram 113 dias de
serviço ao preço de 3$000 e alimentação.
Approvado o plano de despezas desse relactorio-projecto bem assim o da
demarcação, cujas referencias especiaes constam do relactorio de 15 de Outubro
dirigido àquelle gerente, passei a phase executora.
A 28 DE Setembro, quando dei por terminado o resto de serviço que
consistia na colheita de dados para o respectivo esboço topographico enoctei,
com a turma que serviu na demarcação, a restauração da antiga e abandonada
estrada que, naquella região, desce de Barra do Corda, no trecho comprehendido
entre Bom Logar e Marianopolis. O trecho Utensilios a Marianopolis – 11, kls.
260 foi beneficiado por 29 trabalhadores em 109 dias-operarios. O de Utensilios
a Bom Logar (rio acima) mede 3kls.260 e foi beneficiado por empreita a razão de
35$060 o Kilomentro.
Nesse trecho e no outro até Marinopolis encontra-se Bom Logar, Frito,
Utensilios, Cazuza, Lambedouro, Beira do Flores e Mandacaru. De Bom Logar a
Marianopolis o total de estrada beneficiada, mede 14kls.460 inclusive a parte
que liga a velha estrada ao ponto fronteiro do porto de Utensilios. O serviço
entre esses dois logares conclui-se a 18 de Outubro, ficando a estrada
convenientemente alargada, levantada e medida.
A 19 de Outubro dei começo ao levantamento e medição da estrada que
divergindo se em Mandacarú, da velha estrada que desce de Barra do Corda a
Pedreiras, se dirige ao Japão, passando por S. José dos Basílios e Curador.
Levei o serviço de, edição e levantamento até S. José do Basilios, a 28
kls.500 de Marinopolis, tendo chegado a este povoado, a 6 de Novembro. Nos dias
3, 4 e 5 estive ausente por determinação da firma, para tratar de interesses
relativos ao serviço, em Pedro II, sem, todavia, suspender o serviço. Por esse
tempo concluía-se o alargamento do trecho Mandacarú a Itaipoca, com extensão de
dois Kilomentros empreitados a 40$000, cada.
A 8 organisei uma turma de 30 trabalhadores com a daria de 5$000 á
custa dos mesmos e dei começo ao serviço de restauração da estrada que, de S.
José dos Basilios parte para Tum-Tum. Era cabo dessa turma, Antonio Barroso
Soares com o jornal de 8$000.
A 16, organisei outra turma nas mesmas condições, composta de 12 homens
aplicada no mesmo trecho, partindo de Tum-Tum ao encontro da primeira. Era cabo
da turma, João Francisco Nougueira.
A 14 de Dexembro, organisei a terceira turma de 22 operarios, confiada ao
cabo João Francisco da Costa, também em idênticas condições e que se
ocupou do trecho de Tum-tum de cima a Tum-Tum de baixo.
Conclui-se a 26 de Dezembro o serviço da estrada de S. José do Basilios
a Tum-Tum, com o numero de 1506 dias trabalho e a despeza de rs. 7:706$400.
Ao mesmo tempo que se realizava o serviço acima, idêntico trabalho se
fazia na estrada S. José do Basilios a Marianopolis: a seção de 5$000 acima e
abaixo de Lagoa Queimada fora atacada por empreita á razão de 400$000 o
kilometro, e o trecho de S. José, na direcção do Genipapo era trabalhado por
uma turma que manteve a media de dez homens em serviço, ainda a 5$000 diarios,
realizando-o com 130 dias-operarios.
Essa turma, era chefiada pelo empregado auxiliar Pedro Maranhão,
encontrou-se com o serviço de empreita, tendo feito ainda a 4 kls. 160 de
carreto beneficiamento.
Por “memorandum” de 10 de Dezembro fui chamado para entender-me, em
Marianopolis, com o Sr, Camillo Thiriot, que me pediu informações sobre
o serviço e a quem igualmente prestei contas, em presença do gerente Oswaldo
Teixeira Mendes, das despezas até então realizadas.
Em seguida acompanhei-o n’uma viagem de observação, de Marianopolies a
Anjelim, de onde atravessamos a matta entre o Mearim e o Flores, até Tum-Tum.
Consta, tudo isso, no relatório de 21 de Dezembro entregue pessoalmente ao
mesmo, que não opôz restricções. Só uma semana depois, concluiu-se a estrada S.
José do Basilios a Tum-Tum, que montou á cifra já referida.
Até então as despesas geraes, desde a prestação de contas de 21 de
Setembro a 21 de Dezembro, foram de rs. 11:771$900, que reunidas ao saldo de
290$000, então apresentado, fazem rs. 12:062$100, correspondentes ao total das
quantias diversas que, naquelle período, me foram fornecidas pelas filiaes da
firma.
Resumo das despesas da
Cosinha .......................... 1:059$600
Utensílios........................
49$800
Ferramentas....................
878$500
Salarios de jornaleiros......5.769$400
Empreitas---------------------
180$000
Desp. Diversas.................
130$500
Salarios de mensalistas.... 3.712$100
Rs. ................................. 11:771$900
Os serviços ocorridos de 21 de Dezembro a 8 de Janeiro foram: o resto
do renovamento da estrada S. José dos Basilios a Tum-Tum, cujo o pagammento
deveria constar, como constou no
relatório, ou, antes, da prestação de contas firmada a 16 de Fevereiro de 1937,
e mais a que se efectou de 27 de Dezembro a 8 de Janeiro, com relação a estrada
de S. José dos Basilioa a Curador, cuja a remuneração até hoje não foi feita,
por se ter a firma, recusado, sem razões plausíveis, ao pagamento do pobres
laboriosos jornaleiros que tanto se esforçaram para tanto bem cumprir o seu
dever.
Esse trecho de estrada não foi medido mas o avalio em 15 kilometros e
realizou-se em 11 dias.
De 21 de Dezembro a 16 de Fevereiro, as despesas ocorridas foram:
Da cosinha........................,,155$200
Salarios de jornaleiros .....4.027$900
Pequena empreita --------------- 41$500
Telegramas............................18$500
Cabo de ferramenta............... 14$500
Pequenas despezas................10$600
Relativas a trnsportes......... 232$200
Fornecimento a mensalista..889$700
Rs.
..................................5:390$100
Essa quantia comprehende, as que, em diversas datas, nesse período, me
foram fornecidas pelas filiaes.
As contas que se não solveram, por manifesta má vontade de Coton, foram
as que se refere ao saldo dos mensalistas, 1:380$950; fornecimento de viveres e
ferramenta 51$700; aluguel de uma burra por dois meses 200$000, importância de
uma facrura de gêneros fornecida pela filial de Marianopolis 323$200 salario de
jornaleiros em numero aproximado de cem (cem), a 5$000 em 11 dias 5:500$000.
Estão ahi, os 7:455$850 quantia que é o debito da Cotonnière Brasil
Limitada, a grande casa franceza que, meus coestadanos, que me apresentar como
um desonesto qualquer, a quem se julga com o direito de avaliar e prejudicar,
ficando-se, ademais, com as fofas de grande Victoria sobre os pobres que
commigo derramaram o seu suor naquelles duros serviços de cammpo, sob o sol e
tantas vezes fustigados pela horrível falta dagua.
Não ha de ficar assem.
OLÍMPIO FIALHO
4-5-937.
_______
Fonte: O Imparcial (MA) - 1926 a 1946 - Ano 1937\Edição 05574 (1) –quarta-feira, 13/05/1937.
