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domingo, 15 de março de 2026

(RE)DESCOBRINDO SOUSA BISPO E A NECESSIDADE DE CONHECER A NOSSA HISTÓRA

 Por Jean Carlos Gonçalves.

Há poucos anos encontrei casualmente um texto de autoria do historiador maranhense Euges Lima, o qual registra os 70 anos de falecimento do exponencial intelectual da primeira metade do século XX, o sertanejo, filho de Grajaú, Sousa Bispo.

Para surpresa de muitos afirmo que o Alto Sertão Maranhense também concebeu grandes intelectuais, que tiveram como inspiração a própria matéria do sertão, seu patrimônio natural, a sua gente. São eles, infelizmente ignorados pela grande maioria, especialmente, pelas gerações mais recentes e, não causa estranheza, se agentes públicos e até profissionais da Educação também ignorarem os memoráveis filhos que lançaram mão da pena e do tinteiro para “cantar” o nosso Sertão, o Maranhão.

Nomes como Parsondas de Carvalho, Carlota de Carvalho, Maranhão Sobrinho, Euclydes Maranhão, Olímpio Cruz, Eloy Coelho Neto, Maria do Socorro Coelho Cabral, Sálvio Dino, e tantos outros, são evidências de que o Alto Sertão distante, historicamente isolado, com grandes dificuldades de comunicação com o litoral e os centros considerados mais dinâmicos, de efervescência cultural, também fora uma região de filhos amantes das letras, da poesia, da história e da geografia, especialmente a nossa, para apresentar aos demais irmãos da Capital e do Brasil as “Bellezas do Meu Sertão”  (1910) como fizera o barra-cordense Frederico Figueira.

O texto de Euges Lima sobre Souza Bispo me direcionou à reflexão: Por que se reluta tanto em ignorar a história, uma vez que se precisa da memória para atribuir sentindo a própria existência?

É substancial conhecer os fatos marcantes, os seus impactos para a vida atual. É preciso reconhecer os sujeitos históricos, os homens e mulheres que deixaram um legado para a cultura do Estado, bem como os processos históricos, especialmente, os movimentos do presente. Aliás, é o processo em curso que resulta nas problemáticas que a humanidade enfrenta, que tanto incomoda e também inquieta nos induzindo a conferir respostas, explicações, soluções para sanar, atenuar os flagelos, de buscar a cura, mas também de buscar o progresso material e institucional.

Assim sendo, iniciaremos conhecendo a nós mesmos!

Na próxima postagem publicarei o breve texto, contudo rico em informações sobre o grande Sousa Bispo, de autoria do historiador Euges Lima.

Até Breve!


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