Por Jean Carlos Gonçalves.
![]() |
Há poucos anos
encontrei casualmente um texto de autoria do historiador maranhense Euges Lima,
o qual registra os 70 anos de falecimento do exponencial intelectual da
primeira metade do século XX, o sertanejo, filho de Grajaú, Sousa Bispo.
Para surpresa
de muitos afirmo que o Alto Sertão Maranhense também concebeu grandes intelectuais, que
tiveram como inspiração a própria matéria do sertão, seu patrimônio natural, a
sua gente. São eles, infelizmente ignorados pela grande maioria, especialmente,
pelas gerações mais recentes e, não causa estranheza, se agentes públicos e até
profissionais da Educação também ignorarem os memoráveis filhos que lançaram
mão da pena e do tinteiro para “cantar” o nosso Sertão, o Maranhão.
Nomes como Parsondas
de Carvalho, Carlota de Carvalho, Maranhão Sobrinho, Euclydes Maranhão, Olímpio Cruz, Eloy Coelho
Neto, Maria do Socorro Coelho Cabral, Sálvio Dino, e tantos outros, são
evidências de que o Alto Sertão distante, historicamente isolado, com grandes
dificuldades de comunicação com o litoral e os centros considerados mais
dinâmicos, de efervescência cultural, também fora uma região de filhos amantes
das letras, da poesia, da história e da geografia, especialmente a nossa, para
apresentar aos demais irmãos da Capital e do Brasil as “Bellezas do Meu Sertão” (1910) como fizera o barra-cordense Frederico
Figueira.
O texto de
Euges Lima sobre Souza Bispo me direcionou à reflexão: Por que se reluta tanto
em ignorar a história, uma vez que se precisa da memória para atribuir sentindo
a própria existência?
É substancial
conhecer os fatos marcantes, os seus impactos para a vida atual. É preciso reconhecer
os sujeitos históricos, os homens e mulheres que deixaram um legado para a
cultura do Estado, bem como os processos históricos, especialmente, os
movimentos do presente. Aliás, é o processo em curso que resulta nas
problemáticas que a humanidade enfrenta, que tanto incomoda e também inquieta nos
induzindo a conferir respostas, explicações, soluções para sanar, atenuar os
flagelos, de buscar a cura, mas também de buscar o progresso material e
institucional.
Assim sendo, iniciaremos
conhecendo a nós mesmos!
Na próxima
postagem publicarei o breve texto, contudo rico em informações sobre o grande
Sousa Bispo, de autoria do historiador Euges Lima.
Até Breve!

Nenhum comentário:
Postar um comentário